Qual é a diferença entre vinho tinto argentino e chileno?

  • 30/05/2026
(Foto: Reprodução)
Os vinhos da Argentina e do Chile são os mais apreciados pelos brasileiros, tanto pela qualidade quanto pelo excelente custo-benefício. Eles são parecidos em alguns aspectos, pois ambos são produzidos em áreas de clima seco aos pés da Cordilheira dos Andes. Porém, costumam ter estilos bem diferentes na taça. A seguir, você confere as principais diferenças entre eles e, no final, dicas de algumas vinícolas que valem a pena conhecer. Estilo geral do vinho O grande polo produtor de vinho argentino é a província de Mendoza, responsável por 70% dos rótulos do país. Ali há dois terroirs muito famosos pela qualidade dos vinhedos, Luján de Cuyo e Vale de Uco, e, mais ao sul, San Rafael. Nessas regiões, o clima seco, ensolarado e quente facilita o bom amadurecimento das uvas, o que se traduz em vinhos encorpados, maduros e intensos. Os aromas e sabores são de frutas vermelhas e pretas (ameixa, amora e cereja). Em boca, são macios, volumosos e envolventes. Localizada na província de Mendoza, Luján de Cuyo é a primeira DOC das Américas. Divulgação. Já nas regiões vitivinícolas do Chile o clima costuma ser mais fresco, tanto pela maior altitude dos vinhedos quanto pela influência da brisa do Oceano Pacífico. Na taça, isso se reflete em rótulos frescos, elegantes e de elevada acidez (sensação que faz a boca salivar). Os aromas e sabores são de frutas vermelhas e pretas frescas e notas herbáceas, sobretudo nos tintos de Cabernet Sauvignon e Carménère. Notas minerais são características em terroirs como o do Vale de Limarí. Uvas mais famosas A grande estrela da Argentina é a uva tinta Malbec, famosa pelos taninos redondos, muito aroma de fruta madura, além de notas de chocolate, baunilha e especiarias quando passa por madeira. Por ser intensa e fácil de beber, agrada os consumidores iniciantes e quem gosta de vinho potente. É perfeita com carnes vermelhas assadas e churrasco. Em anos recentes, a Malbec pulou a Cordilheira dos Andes e começou a ser cultivada também no Chile, onde dá origem a vinhos com outro estilo: os rótulos são encorpados e com taninos macios, como a versão argentina, mas com grande frescor e elegância. A uva tinta Carménère se tornou um símbolo do Chile. Divulgação. Apesar da novidade, o Chile continua intimamente ligado a outras duas uvas tintas, a Cabernet Sauvignon e a Carménère. A primeira é a variedade atualmente mais cultivada no país, a outra virou um símbolo chileno depois que, por quase um século, havia sido confundida com a Merlot. Ambas as castas se destacam pelos aromas vegetais, como pimentão verde, pimenta verde ou menta. A Carménère costuma ter também notas de frutas vermelhas ou pretas; já a Cabernet Sauvignon geralmente tem uma maior riqueza de aromas, além de mais corpo, taninos e álcool, e se presta mais ao envelhecimento em barrica. Harmonização típica Pela potência e corpo, os tintos argentinos, sobretudo os que passam por amadurecimento em barrica e possuem teor alcoólico elevado (leia-se, acima de 14%), são perfeitos com churrasco, carnes gordurosas, hambúrguer e queijos curados. O Malbec argentino é estruturado e intenso, perfeito para acompanhar carnes vermelhas. Divulgação. Já é preferível escolher os chilenos para massas ao molho bolonhesa ou ao sugo, carnes suína, cordeiro e, no caso dos tintos mais leves, até peixes gordos como salmão, atum e bacalhau. Tanto os chilenos quanto os argentinos são vinhos bem gastronômicos, isto é, acompanham lindamente comidas variadas do dia a dia. Melhores vinícolas da Argentina Dentre as cerca de mil vinícolas da região de Mendoza, vale destacar a centenária Norton, uma bodega fundada em 1895 e que produz rótulos premiados nos terroirs de Luján de Cuyo e Vale de Uco. Dentre os vinhos icônicos dessa vinícola está o Norton DOC Malbec, um tinto delicioso e de excelente custo-benefício e o Norton Reserva Malbec, rótulo complexo elaborado com uvas dos terroirs de Luján de Cuyo e Vale de Uco. O inusitado Malbec em versão branca, produzido pela vinícola familiar Alfredo Roca Divulgação. Pouco conhecida é também a versão de Malbec branca, como a produzida pela Alfredo Roca, uma vinícola familiar localizada em San Rafael. O Alma Inquieta White Malbec é um vinho inovador e surpreendente com aromas de frutas cítricas e framboesa que fica perfeito com risotos e frutos do mar. Melhores vinícolas do Chile A Santa Carolina é uma das vinícolas mais antigas e longevas do Chile, o que testemunha seu trabalho primoroso e impecável. O portfólio é amplo, mas aqui destacamos o Carolina Reserva Carménère, um tinto com 8 meses de amadurecimento em barrica que apresenta belos aromas de frutas escuras, café e chocolate. Se você quer experimentar vinhos de uma empresa familiar, a Tabali tem um trabalho reconhecido internacionalmente. Um de seus rótulos mais interessantes é o Tabali Pedregoso Gran Reserva Cabernet Sauvignon, que amadureceu 10 meses em barrica de carvalho e possui textura sedosa com taninos envolventes. Petreo é uma linha de alta gama da vinícola Caliterra que mostra a qualidade alcançada por Malbec e Carménère no Chile. Divulgação. Um vinho chileno de alta gama é o Pétreo Carménère, tinto complexo e sofisticado, com notas minerais e florais, que amadureceu 18 meses me barrica de carvalho. BEBA MENOS, BEBA MELHOR.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/porto-a-porto/guia-do-vinho-e-da-gastronomia/noticia/2026/05/30/qual-e-a-diferenca-entre-vinho-tinto-argentino-e-chileno.ghtml


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