Tendências de design que vieram para ficar: o que realmente dura nos interiores

  • 23/06/2026
(Foto: Reprodução)
Existe diferença entre moda e tendência. Moda é rápida, transitória, desaparece em uma estação. Tendência é movimento mais profundo, ligado a mudanças reais no comportamento humano, na tecnologia, na consciência coletiva. Dura anos. No design de interiores, essa distinção importa. Porque quando você investe em um lar, está apostando em escolhas que precisam fazer sentido por um tempo considerável, não apenas por alguns meses. Analisando o mercado de design nos últimos anos, algumas mudanças transcenderam o status de modismo e se consolidaram como tendências estruturais. Essas são as escolhas que continuarão relevantes nos próximos anos. Detalhe de mobiliário de apartamento. Divulgação/Magnific. Materiais naturais envelhecem melhor Uma das tendências mais duradouras é o retorno prioritário a materiais naturais. Madeira maciça, pedra, bronze, cerâmica. Não é tendência nova, mas ganhou força renovada nos últimos anos por uma razão simples: esses materiais envelhecem bem. Diferente de laminados e sintéticos que se deterioram e marcam o tempo de forma negativa, materiais naturais desenvolvem pátina, ganham caráter, transmitem qualidade. Uma peça de madeira maciça com 20 anos aparenta dignidade. Um plástico com 20 anos aparenta desgaste. Isso explica por que madeira escura, pedra natural e acabamentos em bronze voltaram ao centro das atenções. Não é estética apenas, é durabilidade real. Living de apartamento no Tauá. Divulgação/Dreamis. Design biofílico: bem-estar integrado ao projeto Design biofílico, aquele que integra elementos naturais ao ambiente construído, deixou de ser tendência e virou requisito. Isso significa iluminação que simula ciclos naturais, materiais que conectam com a natureza, vistas para áreas verdes, texturas orgânicas. A razão é neurobiológica. Ambientes com elementos naturais impactam positivamente saúde mental e física. Por isso, designers estão integrando isso desde o projeto inicial, não como complemento decorativo. Detalhe de vegetação em apartamento. Divulgação/Magnific. Minimalismo funcional: essencial bem feito O minimalismo puro — aquele espaço vazio, sem nada — saiu de moda. Mas minimalismo funcional permanece e ganha força. A ideia é simples: remover o supérfluo, manter apenas o essencial, mas com qualidade genuína. Móveis multifuncionais, armazenamento inteligente, cada item com propósito claro. Elegância sem ostentação. Paletas terrosas e tons sóbrios Cores intensas e saturadas tiveram seu momento. O que permanece são paletas terrosas, sóbrias, inspiradas na natureza. Beges, ocres, verdes oliva, tons de argila. Essas cores trazem conforto visual, criam sensação de amplitude e, diferente das cores trend, não envelhecem mal. Uma parede em ocre continua adequada em 10 anos. Uma parede em cor trend pode parecer datada em 2. Detalhe em suíte no apartamento decorado do Tauá. Divulgação/Daniella Araujo. Conforto e calor humano Depois de anos de designs frios e minimalistas, há retorno consciente ao aconchego. Texturas ricas, materiais que convidam ao toque, detalhes artesanais, iluminação que aquece visualmente. Isso não é nostalgia. É reconhecimento de que ambientes precisam promover bem-estar emocional além da funcionalidade. Calor não é sentimental, é biológico. Sala minimalista. Divulgação/Magnific. Personalização intencional Uma das tendências mais profundas é reconhecimento de que cada pessoa vive diferente. Por isso, design personalizado ganha força. Não aquela personalização superficial, mas aquela que reconhece como alguém realmente usa um espaço. Giulia Barsotti, arquiteta responsável pelo acompanhamento de personalização de projetos da Dreamis, aponta como isso funciona na prática. "Tendências de design são úteis como referência, mas o que realmente dura é aquilo que funciona para a vida específica de cada pessoa. Quando trabalhamos a personalização, consideramos não apenas como o cliente quer que o apartamento pareça, mas como ele realmente vive. As plantas flexíveis permitem essas adaptações, mas a personalização vai além: é reconhecer que cada morador tem prioridades diferentes. O resultado é um interior que envelhecerá bem porque foi pensado com propósito, não apenas seguindo modelos prontos." Living de Penthouse do Tauá. Divulgação/Dreamis. O Tauá, lançado em dezembro de 2025 no Juvevê pela Dreamis Incorporadora, exemplifica como essas tendências duradouras se materializam em projeto. Com plantas flexíveis que permitem diferentes configurações e um programa de personalização acompanhado por arquitetura, o empreendimento reconhece que tendências que realmente importam são aquelas que servem à vida específica de quem vai habitar o espaço. Detalhe da fachada do Tauá. Divulgação/Dreamis.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/dreamis-incorporadora-novos-olhares-sobre-morar-em-curitiba/noticia/2026/06/23/tendencias-de-design-que-vieram-para-ficar-o-que-realmente-dura-nos-interiores.ghtml


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